Filhos (im)perfeitos
Transbordamos de alegria quando nos dizem que os nossos filhos são lindos, são espertos, que já sabem contar até 20 ou escrever o nome. Ficamos inchados de orgulho. A rebentar. Com aquele sorriso que é impossível disfarçar.
Nós, pais, sentimo-nos os responsáveis pelo sucesso (mesmo sem querermos admitir) - seja porque têm os nossos genes ou o nosso feitio, ou porque os teremos (provavelmente) educado da forma certa: seja lá qual tenha sido o segredo, fizemos a coisa bem. Eles são perfeitos aos nossos olhos. Sim, perfeitos.
E de repente, todo um mundo imaginário cor-de-rosa desaba quando nos chamam à escola para dizer que eles se portaram mal. Ou que bateram num amigo. Ou que têm de ficar sentados numa mesa sozinhos porque não se concentram e nunca acabam os trabalhos a tempo.
Mas então, o que é que se passou? O que é que aconteceu aos pequenos génios?
De repente, apercebemo-nos que os nossos filhos não são perfeitos - são reais. Podem ser bons numas coisas mas muito provavelmente vão ser menos bons noutras. Podem ter jeito para música, mas serem uns azelhas a matemática. Podem saber cantar mas terem uma caligrafia péssima. E a primeira sensação dos pais é: mas afinal, onde é que eu estou a errar? O que é que estou a fazer mal para ele não ser um pequeno Einstein em todas as áreas?
Pois.
Parece que os nossos filhos também são humanos, e como tal imperfeitos.
A solução: ajudá-los a melhorar, aceitá-los como são (com os seus dons e falhas) e fazê-los felizes e realizados neste nosso Mundo.
Parece-me que afinal, é essa a nossa missão de pais.
