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Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

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Diário de uma varicela (parte 2)

Dia 1, 2 e 3 da Varicela aqui.


Dia 4 

Hoje é o dia em temos ajuda na arrumação e limpeza da casa. De madrugada, lembro-me que é melhor mandar à senhora uma mensagem, a avisar que a M. está com varicela (não vá dar-se o caso de ela não ter tido). A M. acorda tarde, resmungona de uma noite mal dormida. Não me parece que tenham aparecido mais pintas, o que já não é mau.
Quando a senhora chega e se apercebe das pintas da M. entra em pânico e não passa da porta da rua. Balbucia algo como "não vi a mensagem" e explica muito rápido que quando chegou a portugal, já com uns 20 anos, teve uma destas doenças das pintas ("mas não foi esta!") e quase que ia desta para melhor. E continua a explicar que nos país dela, a varicela no adulto é muito grave. Pois. Tudo o que eu já sabia. Claro que se vai embora. E lá temos nós mais uma coisa a acrescentar à lista de tarefas : trabalhos domésticos.
Claro que entre dois miúdos pequenos, fazer almoços e jantares e estudar, as lides domésticas ficam para segundo plano.
Ao fim do dia lá voltamos ao leite de burra. A noite é bem mais tranquila.

Dia 5

Finalmente as pintas estão com ar de quem vai desaparecer - muitas já em crosta,menos vermelhinhas e não surgiram mais. A comichão também parece melhor.
Nota-se que a miudagem precisa de ir à rua espairecer. Correr, saltar, gastar energia.
Resolvo ir com eles ao campo aqui junto a casa - só as árvores é que correm o risco de ficar às pintas, ou um pardal desprevenido.
Tento estudar no meio desta confusão. Às tantas, resolvo começar a falar alto sobre a matéria que vou lendo enquanto brinco com eles : o P. olha para mim muito sério e atento (a simular um verdadeiro juri de exame!) e vai dizendo que sim com a cabeça. A M. acha claramente que a mãe se passou.

Dia 6

Já sei de cor as músicas de todas as séries das Winx. O P. também (ou pelo menos aprendeu coreografias diferentes e dança à maneira dela cada vez que houve a música.
Ando a barrar a M. com um óleo, para amolecer as crostas, diminuir a comichão e a ver se não fica com marcas (parece-me estar a resultar).
Parece-me muito difícil que o P. não apanhe varicela - quando dou por ele, está  a lamber o gelado da irmã. E passam os dias aos abraços e beijos.

Dia 7

Finalmente é o último dia em casa. (sim, mãe à beira de um ataque de nervos fechada 7 dias com dois piolhos eléctricos)
A M. , felicíssima, diz que a varicela é uma chatice, mas que é bom tomar banho com farinha e que quer repetir mais vezes.
O P....pintas nem vê-las. Era tão bom que ele não tivesse. A sério. Ficava para outra altura. ( a ver vamos)

Adeus varicela :)...ou até já!



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