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Café, Canela & Chocolate

Conversas de uma mãe, que é médica Ginecologista/Obstetra e adora escrever. Com sabor a chocolate.

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5 coisas que se aprendem à medida que os filhos crescem

07.06.18 | Sofia Serrano

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Foto- João Lima, para a ACTIVA

 

1. Que as mães têm uma saúde de ferro, caso contrário cada vez que aparece o número da escola dos miúdos no ecrã do telemóvel teríamos um enfarte, de tão rápido que bate o nosso coração. Para além disso, estaremos capazes de participar num qualquer campeonato mundial de apneia, visto que sustemos a respiração desde o momento em que o telefone toca até nos certificarmos que está tudo bem com as nossas crias - e que, afinal, era só para avisarem que a professora de teatro ia faltar.

(Aquele "está tudo bem!" ao início não resulta, só descansamos mesmo no final da conversa!)

 

2. Que aquela história de existirem crianças sempre bonitas e arranjadinhas é um mito - e que mesmos nos dias importantes, com roupa de festa vestida e com mil recomendações ("Vê lá não te sujes!"), ao fim de 5 minutos há relva nas calças e nódoas no vestido. (também aprendemos que é sempre boa ideia ter uma muda de roupa na mala do carro!)

 

3. Que com crianças é impossível fazer planos. Ou melhor, podemos planear viagens, férias, passeios ou meramente um simples almoço, mas à última da hora há sempre um imprevisto, e é preciso improvisar uma solução - como acampar na sala quando o filho fica cheio de febre e com uma amigdalite daquelas no momento em que estavamos a carregar o carro e preparados para sair para umas férias no parque de campismo.

4. Que nunca podemos dizer "O meu filho nunca vai fazer isso". E muito menos "O meu filho está ótimo! Não fica doente há imenso tempo!". Não. Isto são frases proibidas que, quando pronunciadas, desencadeiam uma série de alterações magnéticas temporo-espaciais que fazem com que o universo imediatamente conspire contra nós e as inverta, transformando as tranquilas afirmações que fizemos em verdades absolutas. Portanto se não queremos miudos a fazer disparates ou doentes, nada de as repetir. Nunca. Em circustância alguma.

 

5. Que a parentalidade não é uma ciência exata. Que mesmo que os 37 livros sobre o assunto que lemos anos antes nos digam que "é assim que se faz", na maioria das vezes, para funcionar na nossa família, essa mesma coisa faz-se "exatamente ao contrário". E que cada família tem de procurar a sua maneira para viver feliz, em equilibrio, com respeito entre todos e pelos outros. E sim, isso pode passar por jantar gelado uma vez por outra ou dar-lhes um tablet para estarem sossegados no restaurante. Ou deixá-los dormir na nossa cama - porque, aqui para nós que ninguém nos ouve, sabe-nos tão bem a nós quanto a eles ;)

 

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